domingo, 25 de julho de 2010

As Quatro Marias - Parte I

AS APRESENTAÇÕES

Hoje vou lhes contar uma história que se passou aqui mesmo, nesta cidade de porte médio em Minas Gerais. As suas protagonistas são quatro Marias: A Primeira, Maria Adelaide, nem rica, nem pobre. Nem alta, nem baixa. Nem gorda, nem magra. Estava sempre em cima do muro. Era uma garota preguiçosa e folgada. Dizia sempre que não queria se casar, mas no fundo do fundo desejava um senhor de meia idade, babão, que não á impatasse de fazer o que queria e que também á sustentasse.
A segunda era Maria Das Dores, mocinha de família tradicional e conservadora. Era inteligente e obediente ao pai. Tinha uma megera como madrasta, que tratava sua enteada como uma esculachada.  E mesmo sendo tão oprimida, ninguém conseguia lhe tirar o prazer de ter um namorado por mês.
A terceira, Maria Eulália, era uma morena inteligente, bonita, rica e bem vestida. Que adorava saltos altos. Fazia parte de um mundo atraente de gente importante e sonhava formar-se em medicina.
A quarta era Maria Otávia. Vinha de uma família socialista de classe média do Rio de Janeiro, mas que abandonara sua naturalidade para viver em uma cidadezinha meia tigela mineira depois de um vergonhoso ocorrido. O ocorrido? Nem gosto de falar, mas vou abrir-lhe este pacote de segredos:
Numa certa noite,  não me lembro a data, Maria Otávia pegou escondido o carro do pai e foi até um bordelzinho no subúbio. Tomou algumas garrafas de cachaça, fez sexo com quatro desconhecidos respectivamente. Até que um político, que á viu dançando e cheirando a orgasmos, passou a mão em suas partes. Otávia o chamou de ladrão e lhe deu alguns socos na cara. Polícia?  O que você acha?! E tudo isso resultou nisso: os pais e a filha saindo envergonhados do Rio.  

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