segunda-feira, 26 de julho de 2010

NINGUÉM nunca aprende

Ontem tive que ser grossa com um cara. E senti-me mal por outro.
Tudo por aquela velhar história: Não gostamos de quem gosta da gente.
Mulheres nunca aprendem.
Homens também não.
Mulheres nunca aprendem que homens nunca aprendem.
Elas aprendem da pior maneira.
Mas aí quando aparece outro cara, que elas se quebram em mil pedaços é que elas percebem que na verdade, nunca aprenderam e que nunca vão aprender.

domingo, 25 de julho de 2010

As Quatro Marias - A Última Parte

UM SEGREDINHO

Vou contar-lhe meu segredo: todas elas, todas as Marias, são apenas algumas que fazem parte de muitas que formam apenas uma. Uma mulher. Elas vivem em uma cidadezinha chamada Corpo, Alma e Coração. E elas estão em cada esquina. É como se fosse células do meu corpo que formam a minha personalidade.
Tem a Maria que é amiga, tem a que é apaixonada. Tem a que é oprimida, que quer fugir a qualquer preço. Tem, a que é determinada. Tem a que chora agachada.
Como clichê, de besta que eu sou, deixei mais uma vez transparecer em meu texto meus sentimentos. Separei a vida de cada uma em antes e depois do amor.
Tentei guardar essa história dentro de mim, mas as Marias gritaram e moveram meus dedos. Ai veio aquela velha característica adolescente: a fuga, o medo, o auto-flagelar-se, expor cicatrizes. O amar e o odiar. A contradição. Qual Maria serei?
E essa história nunca acaba, continua nos filhos de Maria Eulália... Waldemir, Wallesca, Waléria, Wellington.
Elas estão em cada esquina. No Ser ou Não Ser da mulher. Na decência, na castidade, no viciar-se.
O que eu sei, é que sou personagem dessa história. Essa é a minha história. Sem fim. Uma história completamente sem fim.

As Quatro Marias - Parte III

SEUS ROMANCES E SEUS DESFECHOS

Maria Adelaide pulava de galho em galho, nunca aquetava com um homem só. Numa noite qualquer, conheceu em uma festa, um homem chamado Olavo Brandão, empresário paulista que acabara de se mudar para Minas. Nesta mesma noite eles foram pra cama. Uma semana depois noivaram. Um mês depois se casaram. É uma espécie de casamento aberto, pois a única diferença entre antes e depois de casados é uma aliança no dedo.
Adelaide se acomodou na fortuna do marido e trancou a faculdade de pedagogia, na qual passou três anos tentando ingressar.
Em uma de suas  aventuras mensais, Maria Das Dores, encontrou um homem 'legal'. Mesmo não o amando tanto assim, casou-se com ele depois de três meses de namoro. Tiveram dois filhos, moram num bairro de classe média e têm uma casinha normal. Ela terminou o curdo de psicologia, porém, exerce sua proffissão apenas em casa com os dois filhos e o marido contador.
Maria Eulália resolveu assumir para os pais o namorado pobre. É mais que óbvio que seus pais não concordaram com a idéia da filha, de namorar um pobretão.  Eulália conseguiu ingressar numa faculdade de medicina na Bolívia. Levou o namorado pobretão com ela. Wanderlley, seu marido, com experiência de pedreiro construiu uma casa aconchegante, com um jardim e cerquinha branca. Tiveram quatro filhos: Waldemir, Wallesca, Waléria e Wellington.
Maria Otávia, a ninfomaníaca, se formou em comunicação social e entrou para uma revista sofisticada, que tinha como tema apenas assuntos políticos. Lá, conheceu Murilo, um cara que fazia seu tipo: bonito, inteligente, engraçado e bom de cama. Ele tocava violão e entendia de sociologia, antropologia e um bando de outras logias. Ele a fez querer o pacote "casamento + fidelidade", o item "filhos" eles adicionam depois. Ás vezes, na rua, ela dá uma olhadinha para outros homens, mas nunca passa de olhadinhas e pensamentos que rolam (literalmente rolam). Murilo á satisfaz sexualmente. 
Há um ano, Otávia escreveu um livro em que ela relata  o abuso sexual que ela sofreu quando criança. Também relata o quando ela gostou. E como ela não consegue parar. A esse livro ela deu o nome de "Romances Urbanos". Vai entender.

As Quatro Marias - Parte II

 DECÊNCIA E CASTIDADE A GENTE APRENDE NA IGREJA

As quatro se conheceram na igreja. Maria Adelaide ia para farejar 'gatinhos'.
A Das Dores ia porque o pai á obrigada. Porém, era uma obrigação que ela cumpria conformada e feliz, já que lá ela encontrava dúzias de namorados.
Maria Eulália ia por dois motivos: O primeiro: Ir á igreja aumentava um ponto na sua formosa imagem social. Segundo: ela também tinha um namorado na igreja. Se trancava com ele no banheiro, e o que acontecia lá, vocês já sabem. Eulália, diferente de Das Dores, sustentava um namoro de três anos. E escondido.
Já  Maria Otávia, ia porque tinha uma obsseção pelo padre. Uma tara, uma atração, um desejo, ou sei lá o quê. Porém, depois de ter levado uma vida ativa, sexualmente falando, preferia ficar sozinha e conter seus desejos (Mesmo com sua imaginação rolando solta. E literalmente rolava. Rolava com o padre pra lá e pra cá. Imaginava cenas de sexo dentro de um confessionário. Em cima do banco. Dentro do banheiro. No corredor. No teto. No chão. Pra cima, pra baixo, de um lado e pro outro. Por cima, por baixo. Subindo e decendo).
Otávia queria ser jornalista consagrada. Então aí, rica  e bem sucedida, aperfeiçoaria seu corpo mulherão e escravizaria homens em seu quarto. Os puniria, sem um motivo sequer, com noites imendadas á dias de sexo. 

As Quatro Marias - Parte I

AS APRESENTAÇÕES

Hoje vou lhes contar uma história que se passou aqui mesmo, nesta cidade de porte médio em Minas Gerais. As suas protagonistas são quatro Marias: A Primeira, Maria Adelaide, nem rica, nem pobre. Nem alta, nem baixa. Nem gorda, nem magra. Estava sempre em cima do muro. Era uma garota preguiçosa e folgada. Dizia sempre que não queria se casar, mas no fundo do fundo desejava um senhor de meia idade, babão, que não á impatasse de fazer o que queria e que também á sustentasse.
A segunda era Maria Das Dores, mocinha de família tradicional e conservadora. Era inteligente e obediente ao pai. Tinha uma megera como madrasta, que tratava sua enteada como uma esculachada.  E mesmo sendo tão oprimida, ninguém conseguia lhe tirar o prazer de ter um namorado por mês.
A terceira, Maria Eulália, era uma morena inteligente, bonita, rica e bem vestida. Que adorava saltos altos. Fazia parte de um mundo atraente de gente importante e sonhava formar-se em medicina.
A quarta era Maria Otávia. Vinha de uma família socialista de classe média do Rio de Janeiro, mas que abandonara sua naturalidade para viver em uma cidadezinha meia tigela mineira depois de um vergonhoso ocorrido. O ocorrido? Nem gosto de falar, mas vou abrir-lhe este pacote de segredos:
Numa certa noite,  não me lembro a data, Maria Otávia pegou escondido o carro do pai e foi até um bordelzinho no subúbio. Tomou algumas garrafas de cachaça, fez sexo com quatro desconhecidos respectivamente. Até que um político, que á viu dançando e cheirando a orgasmos, passou a mão em suas partes. Otávia o chamou de ladrão e lhe deu alguns socos na cara. Polícia?  O que você acha?! E tudo isso resultou nisso: os pais e a filha saindo envergonhados do Rio.  

segunda-feira, 12 de julho de 2010

-Quer dizer que você dá 500 voltas pra cantar uma pessoa?
-É.
-Mas o mundo pode acabara qualquer hora. Tem que aproveitar a sua vida logo... - Então eu vou facilitar as coisas pra você. Quer sair comigo?
-Então vamos logo antes que o mundo acabe.

domingo, 4 de julho de 2010

"Uma maneira de passar o tempo foi pegar uma determinada pessoa, lembrar todos os momentos que estive com ela, os papos. Aliás, é uma mania que tenho até hoje. Isso me angustia um pouco, pois acabo conhecendo muito mais a pessoa do que ela a mim, e dando um valor que nem sempre essa pessoa merece. Cada palavra que ela tenha dito, o gesto ao acender um cigarro, o beijo de despedida, acabam-se tornando imagens marcantes e importantes no meu dia-a-dia."

Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva.
P: Eu gosto do seu sorriso.
V: Hm. E poque você gosta?
P: Não sei. Só sei que gosto. Se eu desse um motivo pra gostar seria falso e ensaiado. Forjado. Só sei que te amo e que gosto do seu sorriso. Isso basta. Sem explicações.
V: Ah, pára! Por favor. Eu não posso chorar aqui.

Foi lindo, né? Mas acabou.