Eu fiquei peculiarmente ridícula. Meus roxos ficavam inchados e roxos durante todo o dia. Só de escutar a voz dele passeando, vindo de longe com o vento o enjôo voltava, eu estava parecendo uma mulher grávida, enjoava até água. E não foi o amor que fez isso comigo. Foia a rotina quebrada, foi o fim. Foi o fato de que, existe aguém no mundo que não adoraria ter uma mulher como eu deitada a seu lado na cama. E não, nada adiantava, não queria nada, nem ninguém. Usava as pessoas de passa-tempo. Cansei de amigos, parentescos idiotas, ou qualquer pessoa que imaginasse se relacionar comigo. Mas talvez as coisas sejam melhor assim. Acostumei-me às minhas dores. E aprendi a dar um passo de cada vez. Não como antes, que nós davamos quarenta passos, antes mesmo dos pés se moverem. E talvez foi o que provocou nossa queda. Não posso falar, hoje, que deixei de amá-lo, não. Mas me acostumei. Terminamos dia vinte e oito de dezembro e depois, mais ninguém. Mas as coisas estão ótimas pra mim. Ficar sem ele me abre portas. E não estou afim de encontrar a minha cara-metade agora, preciso apenas de um passa-tempo. Alguém que me faça rir quando estiver estressada, entupida de trabalhos, nervosa. Alguém pra simplesmente passear por ai de mãos dadas. Por isso estou cautelosa demais em relação ao Fábio, porque ele é o cara-dos-meus-sonhos, e eu não sei se estou pronta ainda. Pronta pra amar, casar, ter filhos. Porque o Fábio poderia ser o homem da minha vida.
Mas está tudo bem do jeito que está, não tem que mudar nada. Estou feliz assim.
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